Como se comunicar com formigas.
Eu vou começar pelo fim, pois isso é um grande sonho meu. Desculpe caro leitor pelo meu modo peculiar de começar meu texto, mas enfim, ele morreu. Vamos para o meio da história.
Diariamente eu vejo muitos insetos na escola, tenho vontade de matar a maioria, acho que sou um pouco exagerada com essas coisas.
Um dia, na escola, mas precisamente no intervalo, eu pensei (ou melhor, imaginei) se as formigas eram tão organizadas quanto pareciam, porque sinceramente deve ser uma gritaria lá no formigueiro:
- Eu não queria essa folha!
- A mais verde é minha!
O que acontece quando matamos várias delas?
Um enterro? Opa! Seria ótimo ver o velório de uma formiga.
- Ele era tão jovem – diz uma formiga rechonchuda.
- Ele saiu meio magro na foto – diz uma formiga vestido de soldado.
- Ele usava dorgas – responde outro.
- Dorga?
- É.
- O que é isso?
- Manolo, dorgas é um ... “enegético”.
- De que tipo?
- Tipo A.
- Aaaaaa...
Logo fiquei deprimida demais com o velório e pense em uma novela mexicana dramatizada por formigas.
- Eu sou a verdadeira Paola Bracho!
Desculpem-me de novo, me empolguei com a situação.
- Oh querido lute e volte por mim!
- Lógico, por você – eles se beijam. Pessoal, formigas se beijando é nojento.
Eu imaginei a formiga lutando e o sinal tocou (já disse como odeio o sinal? Não? Odeio o sinal!)
Na hora em que levantei, descobri que havia, acidentalmente, matado uma formiga. O débil pensamento que a recém falecida formiga, devia ser o par da outra formiga, que agora era viúva passou por mim, mas logo eu retomei consciência e pensei descaradamente: Insetos são nojentos.
Autora: Elisandra Leite de Souza.
Aluna do I.E.E Cristovão de Mendoza, do 1º ano, turma 2.101.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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